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Edição | 02 de Junho de 2023

Editorial

Alguns deputados jovens da Assembleia Juvenil apareceram na televisão um destes dias a falar da urgência em trabalhar pela saúde mental dos mesmos jovens. Fazia-se referência explícita à desordem das redes sociais, por elas provocada, e dos que as frequentam. Ambientes insanos para os mais novos, digamos para todos. Há dias tive ocasião de visitar uma clínica para saúde mental, um parque bem amplo, repleto de viaturas, quase impossível de estacionar, não fosse a habilidade do condutor. Casa cheia. Internamentos sucessivos. Gente de todos os estratos sociais. Há cerca de 40 anos anunciava-se o império da comunicação, manobrada pelos seus detentores. Ele aí está, em pleno, a esvaziar as mentes, tirando-lhes a autonomia, o exercício do pensamento, a capacidade de criar, de decidir, sugando até à raiz o que possa ser pessoal, identitário, singular. Trata-se de um processo despersonalizante, tornando o alvo absolutamente vulnerável, falando em termos práticos, como rebanhismo. Pensamos o que nos mandam pensar, sonhamos o que nos mandam sonhar, optamos pelo que nos indicam como melhor. Claro, tudo tem de ser feito no menor espaço de tempo possível, não pode haver tempo, a máquina não pode parar. Trocam-nos as palavras, trocam-nos o significado das coisas, dos bens. Agarramos a gratuidade como o melhor dos presentes do Pai Natal ou de aniversário. Ficamos contentes, felizes! Ainda bem que os jovens estão alerta, decididos, comprometidos com a mudança. E o leitor amigo! Já agora, com os 100 anos dos escuteiros, alerta!

 

Rui Marto

 

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