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Edição | 05 de Junho de 2020

EDITORIAL

 

Rui Marto

Director

 

 

Chegou Junho e com ele os três santos populares, a saber, pela ordem de festejos: Santo António, São João, São Pedro. Pensamos logo nos momentos de alegria e festa, em Lisboa, no Porto, em Braga... e nas nossas humildes, mas sadias, aldeias. Por razões sobejamente conhecidas, este ano não vai ser possível o ajuntamento social, motivo para alguma saudade, divertimento e pausa laboral. O momento é, aparentemente, de algumas dúvidas, receios e até revoltas, que serão dissipadas com outras notícias que virão certamente neste percurso histórico que nos cabe viver agora. Costuma ser assim, como as ondas, uma desfaz a outra. O que era importante deixou de o ser, arruma‑se na prateleira, arquivo ou no fundo da memória.

 

Junho traz o Dia de Camões, de Portugal, das Comunidades. Deus queira que sim, por que “Camões” jaz colocado no panteão dos esquecidos; “Portugal”, talvez sim talvez não: há‑os que detestam fazer parte deste Portugal velhinho mas sempre novo e como tal com coisas velhas e coisas novas, a não ser que novo campeonato de futebol da Europa nos ponha quase todos à sombra das mesmas bandeiras; “Comunidades”, se fosse para realçar as do interior geográfico do país, não pela presença nelas dos presidentes, mas por verdadeiro e real valor das gentes que ali moram, labutam, tentam ser gente.

 

Comunidades, Camões, Portugal, uma identidade a redescobrir, a aprovisionar, lançando mão dos Camões de hoje, do Portugal de hoje, das comunidades de hoje, nos homens e mulheres valorosos, que, por obras valorosas, se vão da lei da morte libertando. Contra a doença da mediocridade, do oportunismo, que corrói a vida de tantos, que subam à ribalta as mulheres e os homens de têmpera, de valores, de valor, prontos para o sacrifício na resposta aos grandes desafios contemporâneos. Estão aí, não os vedes? Não sentis as pegadas da sua presença e da sua obra, nos seus trabalhos, sacrifícios e dores? Ah, cuidado, até as pegadas podem ter sido trocadas. Já que o sol chega ao seu pino e os nossos campos estão de noivado, saiamos à rua, para o que for, mas com todo o respeito pela comunidade, pela obra de tantos “Camões”, por Portugal.

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