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Edição | 09 de Outubro de 2020

Editorial

Rui Marto
Director


Começamos a ficar com a mente de tal maneira saturada de pandemia e suas consequências, que corremos o risco de nada ver além da pandemia, como se nevoeiro espesso e permanente nos nossos olhos e pensar nos fixasse num lugar sem saída. Saúde, educação, economia, política... lei de sobrevivência despertam‑nos a curiosidade de saber o que se passa fora deste planeta e vontade se habitar noutro além da Terra. Como se um narcótico se embrenhasse nas veias e células, nos arrumasse a um canto da rua, insensíveis a outros mundos, a outras vidas. Tudo gira à volta da pandemia, tudo se projecta a contar com a pandemia, que veio para ficar. E há quem se julgue no atravessar de grande túnel, sonhando com a continuidade do que já passou, uma noite longa tão somente. 

 

Reinventar, recriar, recomeçar, re‑partir são luzeiros na estrada que permitirão sair da clausura medonha, aniquilante, para nos tornarmos de novo pessoa, mulher, homem, com as rédeas do progresso, do futuro. O Papa Francisco, com um sentido prático e universal ao mesmo tempo, escreve aos habitantes da Terra dizendo que é hora de recomeçar o que tem sido desejo fundado de todos os seres, a caminho do “Fratelli tutti”, todos irmãos, sobre a fraternidade e amizade social, empenhados em dirigir este mundo nesta órbita de pensar e agir bem, por bem, no bem.

 

As lamentações servirão para nos acabrunhamos, autodestruirmos, mas também dizermos o que não queremos, ou melhor, que queremos mudar, sem nos pegarmos ao de antes necessária e obrigatoriamente e inventarmos coisas novas, relações novas, projectos novos, isto é, dar passos dignos de quem sonha e pelo sonho avança, e crê, e trabalha, e vive.

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