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Edição | 19 de Junho de 2020

EDITORIAL

 

Rui Marto

Director

 

 

Na era das descobertas portuguesas, novas terras, novos mundos: primeiro o conhecimento ou reconhecimento, as esperanças juntas com a avidez, a ganância, o heroísmo à mistura. Portugueses de todos os tempos e também de agora, desafiados a ocupar o espaço que nos é próprio. Não desmerecem os de ontem nem os de hoje de lugares cimeiros em novos rumos da humanidade. Também os novos ventos se fazem sentir em cada época da humanidade, de modo mais intenso, de acordo com as necessidades e os desejos. E aí estamos nós. Na crista da onda, a afirmar a nossa pertença e lugar, também hoje somos pioneiros nas descobertas, talvez porque queremos vencer o lado sofredor, reinventar caminhos, pacificar e trazer luz.

 

As notícias que percorrem o mundo por estes dias não são de contentamento: até agora a pandemia tem ocupado os comentários políticos e económicos, mas parece que ela aí está até, não sabemos, quando. E este aspecto confrangedor de ter de usar máscara, desinfectar mãos e espaços, permanecer em casa, trabalhar à distância, afastamento social medido a metro, fechar e passados meses abrir paulatinamente... que rara maneira de enfrentar uma pandemia; rara é ela, mas com respostas assim... Não nos tirem a possibilidade de estarmos juntos, de convivermos, de trabalharmos, de sermos família, na nossa rua ou no mundo, não nos privem de viajar... não era já tempo de, a par dos ventiladores e máscaras, termos encontrado novos rumos para a nossa convivência social? Ainda tanto tempo para descobrir e usufruir de uma vacina?

 

Parece‑me tempo de mais. Pode ser inocência ou ingenuidade, mas a verdade é que começamos a sentir mesmo necessidade de sair daqui. É hora da mudança para melhor!

 

A quem de direito!

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