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Edição | 6 de Novembro de 2020

Rui Marto 

EDITORIAL

 

A braços estamos todos e sempre, há excepções a confirmar, com multivariados constrangimentos, obstáculos, no decorrer dos dias e dos meses. A pandemia colocou outros, acrescentou certamente. E quem pense alcançar uma “normalidade” sem pesadelos nem resoluções a tomar, deverá percorrer léguas de tempo, se é que chegará a bom porto. Recentes estudos sobre saúde mental apontam para crises nervosas e depressões, particularmente nos jovens e nas mulheres, mas certamente o conjunto da população mundial estará sempre oscilante entre um equilíbrio emocional e um desnível de um dos pratos da balança da vida. Os sonhos e a sua concretização raramente foram seguidos e confirmados, o que é também motivo de desencorajamento, perda de “espaço”, de perspectivas e até gosto pela vida. O acompanhamento dos que cuidam dos outros torna-se valoroso, sobretudo pelas estratégias tomadas, a experiência profissional e de vida e a dose de confiança que poderá ser emitida ou recebida. Como se pode chegar mais longe? Como se pode iniciar ou continuar a caminhar no meio de tantos desafios, às vezes medonhos? Baixar a cabeça? Esperar que tudo passe, há quem reaja deste modo. A abertura de mala codificada, desconhecendo os números ou letras para o efeito, ou o cartão actualizado, pode tornar-se infrutífero e a mala continuará fechada.

 

A lei simples e mais básica do saber ensina a começar do nada, pelo zero e, passo a passo, sem sobressaltos, ir acrescentando o degrau seguinte, que pode ser outro zero, mas sempre com o objectivo de abrir a mala... passo a passo, grão a grão, degrau após degrau. Não é aconselhável subir ou descer uma escada passando por cima de algum degrau, com o objectivo de chegar mais rápido... pode ser fatal. Degrau em degrau, passo a passo... assim se faz caminho, longo. Na vida social, económica, política, em âmbito geral ou familiar, eis uma boa receita para vencer. Os intercâmbios sociais, a vida económica com necessidade de ajustes constantes, a concorrência política ou a concertação familiar... têm etapas, fases, se caldeadas com bom humor, persistência na vontade e clarividência do que é percorrido... robustece, amadurece, torna mais livre quem se esforça e acaba por vencer. Com trabalho, dedicação, vontade de superar e uns pós de intuição inata... não se fica pelo caminho, vislumbra-se a meta, cedo ou tarde há o ponto de chegada.

 

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