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“Fátima tem um potencial de crescimento enorme”

04-02-2022
Cília Seixo é uma mulher de desafios. Se dúvidas houvesse quanto a isso, a postura que assumiu nas duas últimas eleições autárquicas demonstra-o bem. Mesmo em circunstâncias difíceis, aceitou ser cabeça de lista. Admite que a justificação pode não ser politicamente correcta, ainda assim não hesita em afirmar que o fez não só pelo PS, mas principalmente pelas pessoas, sobretudo aquelas que já tinham aceitado ser candidatas. “Custou-me virar as costas”, afirma. Foi à luta. Não venceu as eleições, mas acabou por ser eleita vereadora, sendo, neste momento, a única vereadora da oposição na Câmara Municipal de Ourém. Facto que não a incomoda, apesar de confessar que, no caso das reuniões de câmara, “se tivermos alguém com quem discutir os problemas, isso torna o trabalho muito mais interessante e mais seguro”. Fora das reuniões, continua a contar com o apoio do seu partido. Realça que a oposição tem um “papel fundamental” e garante que vai levar o mandato até ao fim

Notícias de Fátima (NF) - Que balanço faz destes primeiros meses de mandato autárquico?

Cília Seixo (CS) - O balanço é positivo. Na verdade, durante estes dois meses faltei a duas reuniões, por motivos de ordem profissional, mas esforcei-me sempre por estar nas outras e vou continuar a estar. É importante que as pessoas que votaram no PS continuem a sentir que há alguém que não se esquece da confiança que aí foi depositada e sinta o feedback dessa confiança.

 

NF - É a única vereadora da oposição. Sente-se sozinha?

CS - Estar sozinha na oposição não é uma tarefa fácil; não pelo facto de estar sozinha, mas pelo facto de ser apenas uma pessoa a ouvir e a gerir a informação nas reuniões, que são o momento chave desta função. Se tivermos alguém com quem discutir, torna o trabalho muito mais interessante e mais seguro. Estou a falar das reuniões em si, porque o trabalho de análise dos documentos continua a ter por trás uma equipa com a qual posso contar. Nesse aspecto, sinto-me apoiada, não sinto que esteja sozinha.

 

NF - Espera levar o mandato até ao fim?

CS - Espero levar o mandato até ao fim.

 

NF - Tem sido fácil trabalhar com a maioria PSD/CDS?

CS - Não sinto qualquer dificuldade na relação com o executivo PSD/CDS.  A minha visão das coisas é diferente, o que é natural e ao mesmo tempo enriquecedor. Qualquer oposição tem a legitimidade do voto popular e um papel fundamental, porque contribui com outra perspectiva. Isso é muito importante. Acho que qualquer executivo é tanto melhor quanto mais forte e construtiva for a oposição; o objectivo não é fazer oposição para fazer barulho ou apenas contestar, é fazer oposição no sentido de encontrar as melhores soluções para o concelho. Nesse aspecto, sinto que sou ouvida. Há discordância, há discussão, mas há colaboração e respeito.

 

NF - Este executivo tolera bem a crítica?

CS – Tolerar bem a crítica não é tarefa fácil para ninguém; a atitude face à crítica é quase sempre de rejeição; estamos convictos de que a nossa posição é sempre a melhor, o que é natural. No entanto, as palavras ditas, ficam e pouco a pouco, passada essa rejeição inicial, a frio, pensa-se melhor e a crítica é incorporada e contribui para enveredar por um novo caminho ou direção. Senti isso, por exemplo, relativamente às propostas sobre a falta de médicos. Não quer dizer que o problema esteja resolvido, porque é extramente complexo e a resolução não passa apenas pelo executivo de Ourém.   Mas, se em vez de nos limitarmos a apresentar queixas, apresentarmos propostas concretas, damos um passo adiante na resolução do problema. Foi isso que fizemos e acho que a intervenção do PS foi construtiva e sinto que foi ouvida.

 

NF - Quais vão ser as suas batalhas neste mandato?

CS - Espero que muitas das coisas que faziam parte do nosso programa acabem por ser realizadas dentro do programa do PSD/CDS, porque elas representam ir ao encontro de uma série de problemas que o concelho tem e precisa de resolver. A questão das acessibilidades e da mobilidade é uma delas. A candidatura para aquisição de transportes públicos eléctricos para Ourém – Fátima é um bom exemplo que precisa de ser replicado para todo o concelho. Entendo que se tenha pensado primeiro no número de pessoas a quem vai servir, mas o combate ao isolamento das freguesias mais distantes e mais envelhecidas implicam necessariamente o recurso a essa estratégia. Precisam, no entanto, de ser construídas as vias de acesso ao Norte do concelho, a ligação do IC9 à A1, pensar-se numa nova ligação Fátima – Ourém porque o desenho da estrada de Alvega é o que temos … e está fechado várias semanas todos os anos!

 

 

NF – No seu entender, quais são as principais carências do concelho?

CS - Depende, porque o concelho é vasto, tem enormes assimetrias e realidades completamente diferentes. A primeira coisa que devia ser feita era resolver o problema da estação rodoviária em Ourém… e estamos novamente na mobilidade.  Depois há outras, aliás há muitas; o acesso ao Castelo, por exemplo: temos um Castelo e uma Vila Medieval únicos, um património ímpar, requalificado, mas não rentabilizado. A Pousada na Vila Medieval, abandonada… a requalificação foi feita; agora é urgente pôr a “funcionar” todo o potencial que lá existe, torna-lo disponível e vivo!

 

 

NF - Recuando um pouco no tempo, ficou desiludida com os resultados das eleições autárquicas?

CS - Não se pode dizer que tenha ficado desiludida. Nós sabíamos que íamos perder garantidamente um vereador. Considerámos muitas vezes a hipótese de perder dois. Eu, como sou uma pessoa optimista, sempre recusei essa ideia. Mas era espectável: um concelho massivamente PSD/CDS, fim do primeiro mandato, cheio de “brilho” de obras de vulto, umas recém inauguradas outras em andamento, um PS Ourém completamente desmoronado … Portanto, não foi propriamente uma coisa que nós nunca tivéssemos imaginado. Claro que não foi agradável! Mas não foi um choque, não foi uma surpresa. Nós estávamos na dúvida entre perdermos um ou dois vereadores. Perdemos dois.

 

NF - Sente que salvou o PS?

CS - Eu acho que o PS não precisa de ser salvo.

 

NF – Referimo-nos ao facto de ter sido a segunda escolha há quatro anos e agora novamente, depois de os cabeças de lista terem desistido da candidatura. 

CS - Há quatro anos, fui realmente a segunda escolha. Agora, não fui a segunda escolha, porque desde o princípio que o PS queria que eu fosse a candidata. Acontece que eu nunca quis ser cabeça de lista. E de repente, quando tudo se resolve, e eu vou outra vez em segundo lugar, acontece a mesma coisa... Não fui obrigada, podia ter recusado, mas os candidatos às juntas de freguesia já estavam praticamente todos definidos, havia já reuniões marcadas, e não quis voltar as costas. A mim, isso custa-me. Gosto de me envolver em causas, sou uma mulher de causas, mas não sou uma mulher de vida partidária. Não andei nas Jotas, não fui militante na adolescência nem na juventude, não fiz carreira num partido e, talvez por isso, tenha dificuldade em me enquadrar na vida partidária.  E por isso sinto que o PS não precisa que eu o salve. Só que estando naquela circunstância, tendo já pessoas envolvidas e estando eu ali, custou-me muito virar as costas às pessoas. Não foi o PS que me fez ficar, foram as pessoas, a necessidade de lhes apresentar uma alternativa política ao PSD/CDS e isso eu sentia que era uma causa importante que, mais uma vez, tinha que abraçar.

 

NF - Costuma dizer-se que não há duas sem três. Está disponível para voltar a concorrer daqui a quatro anos?

CS - Não, não. Pelo amor de Deus, já chega. Eu gosto da vida política, gosto de analisar as coisas, gosto de as discutir, gosto de as debater, interesso-me pela terra, pelas pessoas, pelas causas, pelas lutas, mas há duas coisas com as quais eu não me identifico: a vida partidária e a visibilidade que esses lugares dão. Prefiro ter uma posição mais discreta.

 

NF - Acredita que o PS vai conseguir “arrumar a casa” e recuperar a confiança dos ourienses?

CS - Não sei, mas espero honestamente que o PS Ourém se organize. Vou colaborar naquilo que for preciso, porque é fundamental haver oposição. Nós somos um concelho tradicionalmente PSD, e as escolhas das pessoas têm que ser feitas em liberdade. Mas eu não tenho dúvida nenhuma de que um bom governo, seja ele a nível central, seja ele a nível local, tem que ter uma boa oposição. E nesse aspecto, o PS tem um papel fundamental. Se o PS não “arrumar a casa”, como diz, e não resolver os problemas que tem, não é apenas o PS que perde, é Ourém, e todos os oureenses. Mas eu tenho fé que essa “arrumação” irá fazer-se. Não sei se é daqui a quatro anos, se é daqui a oito… mas lá chegaremos.

 

NF - Não integrou a lista de candidatos às eleições legislativas. Foi uma opção sua?

CS - É das tais coisas… Eu não me identifico com a vida partidária.

 

NF - Mas foi convidada?

CS - Aliás, é a vida partidária que condiciona a gestão política quando deveria ser o contrário. A feitura das listas de candidatos às eleições legislativas é de tal modo disputada e obedece a critérios tão sui generis, que só mesmo quem está dentro da vida partidária os pode compreender. Distingo a vida política da vida partidária e, embora reconheça que não há política sem partidos, as vivências internas partidárias não fazem parte das causas a que gosto de me dedicar. Não fiz carreira na política e agora já não tenho idade para a começar.

 

 

NF – Como surgiu o gosto pela política?

CS – Esta minha ligação à política sempre existiu, talvez porque a minha geração foi muito marcada pelo intenso período político que vivemos nos pós 25 de Abril. Tinha 12 anos quando se deu o 25 de Abril. Apanhei todos aqueles anos de fervor, de descoberta e discussão de novas ideologias. Havia realmente discussão entre nós, jovens adolescentes. Depois, quando fui estudar para Coimbra, apesar de nunca ter feito qualquer tipo de militância, continuei a acompanhar de perto a vida política do país. Já em Ourém, a primeira vez que fui convidada para integrar as listas da Assembleia Municipal foi em 97/98. Fui eleita, mas por motivos de ordem pessoal, não pude assumir o cargo. Em 2009, voltei a integrar as listas, aceitei e tenho estado sempre numa posição activa, primeiro na Assembleia Municipal, e depois na vereação. Por isso, o gosto pela política vem desde sempre… aliás, acredito que a política faz parte integrante da nossa vida diária.

 

NF - Sempre se identificou mais com os ideais de Esquerda?

CS - Identifico-me com valores da Esquerda, no que se refere às questões sociais, de igualdade e da justiça social. Mas também reconheço a razão de ser de algumas das críticas e dos valores da Direita, nomeadamente no que se refere a questões económicas e de liberdade individual. No entanto, considero que uma sociedade justa tem que encontrar o equilíbrio entre a igualdade e a liberdade.  Quando em situações concretas temos que optar entre igualdade social ou liberdade individual, é no Centro Esquerda que me coloco: o bem da maior parte tem que prevalecer sobre os interesses individuais.

 

NF - Até onde gostava de chegar em termos políticos?

CS - Não faço ideia. Para mim, a política continuará sempre a existir, independentemente de ter cargos ou não, porque faz parte da minha natureza e da minha vida enquanto cidadã.  Como já disse, gosto de estar na vida política, mas não gosto da ribalta, das múltiplas personagens que temos que incorporar para estar na política ativa. Portanto, se puder estar na política activa e continuar a ser só a minha própria personagem, óptimo. Se não, estarei na política de uma outra forma, enquanto cidadã, ligada a causas … porque essas nunca irão faltar.

 

NF - Veio para Fátima muito jovem. Sente esta terra como sua?

CS – Sim, tinha acabado de me casar e vim com o meu ex-marido que tinha sido colocado aqui no Centro de Saúde, em 1986. Nem ele nem eu éramos daqui. Nunca me passou pela cabeça viver em Fátima. Na altura, há 36 anos, chegámos a comprar casa em Leiria, mas estava em construção e quando acabou de se construir, nós já não quisemos ir para lá e optámos por ficar a viver em Fátima.

 

NF - Adaptou-se bem à cidade?

CS – Adaptei, e a partir do momento em que comecei a trabalhar, no CEF [Centro de Estudos de Fátima], estava em casa. Gostei das pessoas de Fátima, fiz amigos e aquilo que sempre senti é que Fátima era uma cidade boa para viver, para ter família, porque reúne todas as condições necessárias para uma rotina com qualidade de vida e para cuidar de crianças, para ter família. Sempre gostei de viver em Fátima.

 

NF - Sente esta terra como sua?

CS - Fátima é a minha terra. Eu tenho 36 anos de Fátima. A terra onde eu estive mais tempo antes de isso foi em Mira, onde nasci e vivi lá até aos 17. Quando me separei, algumas pessoas perguntavam-me porque não ia embora, para Lisboa, onde estava a minha filha ou para Mira, Aveiro, onde tenho os meus irmãos. Gosto imenso de lá ir e estar com eles, mas esta é a minha terra, o lugar onde me conhecem, onde saio à rua e encontro gente conhecida… e eu gosto disso, dessa familiaridade com os lugares.

 

NF - Assistiu ao crescimento da cidade?

CS - Assisti. Quando vim para cá, a Avenida Beato Nuno não existia…era terra, lama no Inverno e pó no Verão. Tudo mudou.

 

NF - O que acha da cidade?

CS - Acho que Fátima cresceu muito, que podia ter crescido ainda muito mais e de forma harmoniosa, porque tem todas as condições para isso. Mas acho que Fátima cresceu sempre para o exterior, ou seja, para as pessoas que vinham de fora, para os peregrinos. Nessa altura a população fixa em Fátima, na Cova de Iria, era muito pequena e por isso, toda a actividade de Fátima era direccionada para a vinda dos peregrinos. Nos últimos anos, o crescimento populacional de Fátima tem sido imenso e esse potencial de crescimento e desenvolvimento precisa de ser aproveitado.

 

NF - Pode explicar melhor?

CS - Isto pode parecer politicamente incorrecto, mas o que sinto é que efectivamente Fátima não tem nada a ver com o resto do concelho. Fátima tem um potencial de crescimento e desenvolvimento que está muito além do resto do concelho. O crescimento que se deu em Fátima nos últimos anos poderia ser ainda mais acelerado e ser feito com outra sustentação, que é uma preocupação que eu acho que nunca houve. Acho que tem que haver um projecto estruturante, de médio e longo prazo para a cidade de Fátima, compatível com aquilo que efetivamente a cidade representa em termos de capacidade de crescimento e desenvolvimento. Um projecto que responda a questões como a de saber o que é que se pretende para a cidade daqui a 10, ou 20 anos? Em que sentido, sectores é que se pensa que a cidade deve crescer? Que infra-estruturas são necessárias? Onde podem ser construídas? Que qualidade de vida proporciona a cidade aqueles que a procuram para viver?? Planificar o desenvolvimento, estruturá-lo e evitar o que temos visto: obras avulsas, remendos e consertos aqui e ali, mas não um projecto de fundo, estruturado, de acordo com o potencial que a cidade tem. Há um caminho que, a pouco e pouco, tem vindo a corrigir erros do passado, mas tem que se pensar e planear a longo prazo. 

 

NF - O que pensa sobre a questão da autonomia de Fátima?

CS – Durante muito tempo achei que não fazia sentido estar a dividir o concelho e achava que deviam conciliar-se as sinergias do Norte com o Sul do concelho e que isso seria um factor de enriquecimento para todos. Hoje, não sei se essa é a melhor opção. Fátima, com a sua enorme capacidade de crescimento, pode estar a ser um bloqueio ao desenvolvimento de Ourém, e Ourém, por sua vez, porque tem que pensar o concelho como um todo, um bloqueio ao desenvolvimento de Fátima. Neste sentido, não sei se um dia não devemos pensar seriamente nisso e caminhar nessa direcção. Ficávamos com territórios mais pequenos, mas mais coesos. Porque assim temos sempre uma espécie de luta que não é boa nem para Ourém nem para Fátima.

 

NF - Sente que continua a existir uma certa rivalidade entre Fátima e o resto do concelho?

CS - Sinto que há uma clivagem muito grande entre Fátima e Ourém, sinto que há antagonismo e competição. E o que me tem custado é perceber que essa rivalidade não tende a diminuir, pelo contrário; a sensação que me dá é que ela pode aumentar. É como um casamento em que as partes estão insatisfeitas, de costas voltadas, culpam-se mutuamente há anos, mas vivem num impasse, amarradas e impossibilitadas de arriscarem, de irem à luta e de refazerem a sua vida.

 

NF – A cidade de Fátima assinala este ano o seu 25º aniversário. Como gostava de ver a cidade daqui a 25 anos?

CS - Uma coisa que eu gostaria imenso de ver nesta cidade era um parque grande em que nós pudéssemos passear, fazer desporto, sentar debaixo de uma árvore e que fosse da cidade. O investimento público em Fátima-cidade é mínimo, ao contrário do que muitos pensam. E quando falo de investimento não falo de gestão corrente. Gostava de ver espaços de lazer para os habitantes da cidade, pessoas que vivem em Fátima. A Avenida D. José Alves Correia da Silva, apesar do barulho dos carros, é o lugar que as pessoas estão a usar para fazer caminhadas, correr… porque não há outro. O Santuário tem espaços verdes muito bem cuidados, mas são privados e destinam-se principalmente aos peregrinos, não aos fatimenses. Fátima freguesia tem uma identidade, mas a cidade de Fátima, sendo nova, precisa de construir essa identidade de lugar habitável e habitado, e para isso são fundamentais locais e actividades de lazer. 

 

NF - Qual é o local da cidade que mais gosta?

CS - O meu lugar favorito é o percurso da via-sacra, que não é propriamente um local da cidade, mas é o espaço mais aprazível perto da cidade. Vou lá, não pela questão religiosa, porque não sou uma praticante activa e constante, mas pela paz, pela harmonia, pela tranquilidade, pelo contacto com a natureza. Preciso desse contacto com a natureza. Esse é o meu lugar preferido em Fátima… que não é pertença de Fátima, mas do Santuário. Adoro sair, fazer aquela caminhada, ouvir os pássaros... o contacto com a natureza é fundamental para o nosso equilíbrio e bem-estar.

 

NF - E neste caso o Santuário de Fátima tem dado o exemplo…

CS - O Santuário e, de um modo geral, as casas religiosas, são os responsáveis por aquilo que há de mais estruturado e mais bem feito e cuidado em Fátima. É nesta parte que não podemos deixar de colocar o olhar no privado para pensar bem o público.