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Jorge Perfeito

22 de outubro, 2021

Olhar de Frente — Ver Diferente (A Decadência Babilónica da Direita)

A direita portuguesa está refém numa de torre de Babel atolada na lama pós‑diluviana que se seguiu às autárquicas.

Cada um fala a sua própria linguagem e ninguém se entende. E muito menos é pacífico que Rangel ou Melo tenham o tal carisma, que os leve a conseguirem federar uma direita com capacidade para disputar e ganhar as próximas legislativas. Se Rio continuar, então que dizer? Se não consegue liderar o seu próprio partido, quanto mais a oposição e o país?

Marcelo, entretanto, traquina como sempre foi, lá vai fazendo o que pode, mas não deve, ou não devia, ajudando a fazer a oposição que os líderes à direita não conseguem. Nem parece que é constitucionalista. Mais valia estar calado, mas enfim, a picareta não se cala (com a devida vénia ao saudoso Vasco Pulido Valente).

Não consegue deixar de comentar tudo, por tudo e por nada, e mais alguma coisa. Para cúmulo, contam ainda com uma ajudinha do Cavaco, essa eminência parda e salazarenta, a múmia, que de vez em quando faz questão de sair do sarcófago para espalhar maldições, debitar opinião, falar de monstros, diabos e diabinhos. Já o tinha feito em 2000, quando era PM António Guterres, a propósito da despesa pública e da criação do rendimento mínimo de inserção.

Depois veio o Durão Barroso, e foi a miséria e o oportunismo que se viram. E há ainda os saudosistas de Passos, que em tempos também augurou a vinda do diabo. Quando foi ele que o chamou e colocou cá dentro ‑ a Troika. Só visto.

Mas a memória do povo é curta, e não nos cansamos de repetir, como somos de brandos costumes. Para mais, não se vislumbra que do resultado de eleições antecipadas, se as houvesse numa altura destas, delas resultasse uma composição parlamentar com soluções muito diferentes das que existem neste momento, atentos os resultados do último acto eleitoral. Certo, certo, é que iria haver um aumento ainda maior da taxa de abstenção, porque os portugueses já começam a ficar fartos. Só por isso, é bom que haja senso e se alcance algum consenso. Que o Orçamento passe.

E, já agora, o próximo. Até para também nos livrar‑nos da berraria histérica do senhor do Chega.

E depois, o Costa que rume em direcção a outras paragens e outros horizontes, a partir de 2023. Que é o que irá acontecer, como já se está mesmo a ver.

A comunicação social, por sua vez, pouco faz para esclarecer a opinião pública, o que não ajuda nada. Até parece que ele próprios não estão devidamente esclarecidos. O que querem é comentar desacertadamente e lançar acendalhas para a fogueira.

Tenham uma boa quinzena, mesmo com orçamentos apertados.

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