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José Poças

19 de November, 2020

Nós por cá…

Segundo o critério europeu que define o alto risco de transmissibilidade da Covid-19, desde o dia 16 de Novembro, fazemos parte dos mais de 8 milhões de portugueses que ficam obrigados a medidas mais restritivas. Durante a semana há a limitação de circulação entre as 23 e as 5 da manhã durante a semana e passamos a ter o dever de permanecer em casa a partir das 13 horas, ao fim de semana
A taxa de incidência de infectados é grande no concelho de Ourém, embora grande parte dos casos esteja concentrado nos lares. Certo é que os tempos que se avizinham não serão nada fáceis a nível social e económico na nossa freguesia.
No meio de toda esta pandemia, há noticias que incrivelmente vão surgindo e que, em vez de causarem a nossa mais viva indignação ou repulsa, vão passando despercebidas, até porque há coisas muito mais importantes a discutir, como sejam os jogos de futebol ou os bastidores da politicazinha rasteira e sem sentido, que vai dominando Portugal nos últimos tempos.
Em 21 de Setembro 2010 (já lá vão uns aninhos), uma reportagem do Diário de Notícias alertava que "o número de idosos abandonados nos hospitais não pára de aumentar. Só no Amadora-Sintra há 43 idosos - e também cinco crianças - que já tiveram alta clínica mas permanecem internados por 'motivos sociais'". Em 2015, o estudo da Organização Internacional do Trabalho afirmava que Portugal estava entre os países da Europa que mais abandonava os idosos. Já a Organização Mundial de Saúde coloca ainda hoje Portugal entre os cinco piores países da Europa a tratar dos mais velhos.
Serve todo este preâmbulo para salientar a notícia do jornal Público de 6 Novembro de 2020, que refere ter a Segurança Social lançado uma operação para tirar os idosos esquecidos dos hospitais. Finalmente pensava eu, pobre ingénuo, os organismos do Estado estavam a funcionar, criando condições para que os mais desfavorecidos pudessem ter direito a uma vida digna, numa qualquer instituição de apoio social. Puro engano. Afinal os interesses da Segurança Social e do Estado eram outros, tratava-se apenas “de libertar camas para acudir à pandemia”. Chama-se a isto solidariedade institucional.
Por cá, a ciclovia da Ortiga está quase concluída, um melhoramento importante para a nossa freguesia. Trata-se de um velho sonho tornado realidade, já que foi apresentado pelo executivo da Junta de Freguesia durante o mandato de Natálio Reis. Outra notícia relevante foi a da apresentação da proposta de revisão do Plano de Urbanização de Fátima na sessão extraordinária da Assembleia de Freguesia de Fátima, a 13 de Novembro. É um documento de vital importância para o desenvolvimento da nossa cidade. Cabe-nos agora estarmos atentos e participarmos activamente, com as nossas sugestões e reclamações, aquando da sua discussão pública.
Na Avenida Beato Nuno foram reavivadas as passadeiras, protegendo assim quem circula a pé nessa via movimentada, que serve várias instituições escolares. Pena é que não se faça o mesmo na Avenida João XXIII (conhecida por Estrada do Estoril). Sendo (ainda) uma estrada nacional a sua sinalética e as faixas de separação de via estão praticamente sumidas, sendo de difícil percepção para os automobilistas. Tristemente conhecida pela sua elevada sinistralidade (até porque não são respeitados os limites de velocidade), enquanto não se resolvem os assuntos burocráticos com o Estado, a Câmara Municipal deveria encontrar uma forma de intervenção (semáforos ou outra forma inibidora de velocidade) que protegesse a vida de quem circula de automóvel ou utiliza as passadeiras. Até para que não aconteça como no velho ditado português “depois de casa roubada, trancas à porta”….
José Poças

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