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Aluna do Centro de Estudos de Fátima distinguida pela Associação Portuguesa de Ética e Filosofia Prática

Educação - 14 de June, 2019
Patrícia Marques, aluna do Centro de Estudos de Fátima (CEF), recebeu uma menção de honra na edição de 2019 do prémio "Ensaio Nacional em Ética e Filosofia Prática", promovido pela Associação Portuguesa de Ética e Filosofia Prática, sob o tema "O que vale mais: o sofrimento da verdade ou a felicidade da mentira?"

A distinção deixou a escola orgulhosa. "Achei muito denso o trabalho, não era capaz de o escrever, mas era capaz de reflectir sobre ele. Ficámos muito orgulhosos", referiu o director executivo/pedagógico do CEF, Manuel Bento, na cerimónia de entrega do prémio, que decorreu na terça-feira, 03 de Junho, na biblioteca do CEF. 

Também presente na cerimónia, o presidente da Junta de Freguesia de Fátima, Humberto Silva, felicitou a jovem e reconheceu que "a sociedade está cada vez mais difícil", mas salientou que "o ser humano deve estar acima de qualquer preço". "Nunca se esqueçam disso", disse aos jovens presentes na cerimónia.
Cília Seixo, professora de filosofia de Patrícia Marques, não poupou elogios à aluna e destacou a sua discrição. "A Patrícia ganhou o prémio e ninguém sabia. Isto dá para perceber a sua personalidade. É uma miúda que se destaca, que é capaz de pensar, que se preocupa, que sabe, que conhece, que faz, mas é extremamente tranquila. Essa tranquilidade associada à curiosidade de investigar, de aprender mais, de saber, de pensar, permitiu-lhe chegar a um ponto que é único na história do CEF e é raro no país, que é ver um trabalho publicado aos 17 anos, e não é um trabalho qualquer, é um ensaio filosófico".
"Nós temos que estar orgulhosos com aquilo que a Patrícia acaba de ganhar", afirmou, defendendo que a jovem deve ser um exemplo para os colegas.
Eugénio Oliveira, presidente da Associação Portuguesa de Ética e Filosofia Prática, referiu que "este prémio tem uma história curta, mas tem feito a diferença nas escolas" e na vida dos alunos premiados. Segundo o responsável, um dos alunos foi estudar para Inglaterra, a convite de uma universidade. Outro visitou Timor, na companhia do bispo D. Ximenes Belo.
De acordo com Eugénio Oliveira, o objectivo deste galardão, que já vai na sexta edição, é despertar o interesse dos alunos pela filosofia e promover o debate filosófico.
"Se as vozes dos filósofos se extinguirem, o nosso espírito vai tornar-se cada vez mais vulnerável às manipulações dos mercadores de ídolos e fabricantes de opinião", alertou, salientando que "o filósofo está sempre à frente, o filósofo consegue distinguir o bem do mal, o filósofo consegue saber o sentido da justiça e o sentido da verdade".


A filosofia "não é uma disciplina chata"
Patrícia Marques foi incentivada pela sua professora de filosofia do ano lectivo passado, Margarida Quartau, a escrever este ensaio. A jovem ficou "de imediato interessada", porque, segundo refere, não encara a filosofia "como uma disciplina chata, mas como uma forma de pensar". Por outro lado, gosta "de participar em actividades fora das aulas" e viu neste concurso uma oportunidade "ideal" para aprofundar os seus conhecimentos.
Patrícia confessa que não estava à espera desta distinção, mas afirma que a sua professora estava "confiante" de que a sua aluna poderia ser uma das premiadas. Ainda assim, "não quis criar expectativas".
Patrícia não demorou muito tempo a escrever o ensaio e não esconde o seu entusiasmo pelo tema do concurso. "É muito interessante, porque nós, no dia a dia, temos muitos casos em que temos que optar pela verdade ou pela felicidade, contudo não é tão linear quanto parece, porque temos sempre as meias verdades e a omissão", explica.
Apesar de reconhecer que "sempre" teve "uma mente pensadora", Patrícia optou pela área das Ciências e não está nos seus planos seguir filosofia, mas salienta que ela está sempre presente nas nossas vidas.
Sobre o tema do ensaio "O que vale mais: o sofrimento da verdade ou a felicidade da mentira?", Patrícia acredita que "a verdade é o caminho certo" e, assim sendo, quando "optar pela verdade em detrimento da felicidade" saberá que está a fazer a "escolha mais acertada". No entanto, sabe que "na prática" nem sempre faz essa escolha.

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