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José Poças

28 de março, 2024

O 25 de Abril de 1974, Vila Nova de Ourém e a reivindicação de Fátima (I Parte)

Aproximam-se as comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, a que Sophia de Mello Breyner chamou “o dia inicial inteiro e limpo/Onde emergimos da noite e do silêncio”.

Em termos globais, os anos de 1974-75 constituem-se como o momento determinante da construção da democracia. Dois anos intensos, em que há uma politização e uma intensificação de debates ideológicos apaixonados. O povo é participante e protagonista da revolução e da construção de “outro país”, segundo o título que Sérgio Trefaut dá a um interessante documentário sobre este períododa história de Portugal.

No início de 1974, era presidente da Câmara Municipal da ainda Vila Nova de Ourém, o Dr. Carlos Vaz de Faria e Almeida, do Olival, sendo o restante elenco camarário composto pelo vice-presidente Dr. Agostinho Barroso Gonçalves e pelos vereadores Maria Isabel Pereira Verdasca, Alberto Francisco Espada, Armando Mendes (de Fátima) e Francisco de Matos Antunes Paisana.

À meia-noite e vinte minutos do dia 25 de Abril de 1974, ao microfone da Rádio Renascença, o locutor Leite de Vasconcelos recitou a primeira estrofe de Grândola, Vila Morena, colocando em seguida a música, cantada por José Afonso. Foi o segundo sinal para a saída das tropas dirigidas pelo Movimento das Forças Armadas. O primeiro tinha sido lançado a partir dos Emissores Associados de Lisboa, ainda na noite de 24, através de João Paulo Dinis, com a canção de Paulo de Carvalho, E depois do adeus.

 O regime caiu no final do dia. No próprio dia 25 de Abril de 1974, é constituída uma Junta de Salvação Nacional, presidida pelo general António de Spínola.

O Diário de Lisboa, na 2ª edição do dia 25 de Abril de 1974, faz já referência ao Programa do Movimento das Forças Armadas e à primeira lei, que trata da destituição do Presidente da República e do Governo, da dissolução da Assembleia Nacional e do Conselho de Estado. Aborda ainda a abolição da Censura e Exame Prévio, a amnistia de todos os presos políticos, a promulgação da liberdade de reunião e associação e a exoneração dos governadores civis do continente e ilhas.

Na reunião extraordinária da Câmara Municipal de Vila Nova de Ourém, no dia 30 de Abril de 1974,    

 «Por unanimidade, foi deliberado expedir o telegrama do teor seguinte: “Junta de Salvação Nacional – Cova da Moura – Lisboa – Câmara Municipal de Vila Nova de Ourém reunião extraordinária hoje realizada deliberou prestar toda a sua colaboração à Junta de Salvação Nacional desejando as maiores felicidades no desempenho dos altos objectivos Nacionais que se propõe.»

 

Leia a notícia completa na edição impressa do Noticias de Fátima no dia 28 de março de 2024.

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