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Tiago Marto

4 de novembro, 2021

Gouveia e Melo: uma referência para todos

Pouco mais há a dizer ou a escrever sobre o vice-almirante Gouveia e Melo. Terá sido, certamente, uma das personalidades mais faladas e admiradas dos últimos tempos. A forma como pegou na função que, logo de início, começou a dar que falar e a gerar problemas e lhe deu a volta tornando-a numa das campanhas contra o Covid-19 mais eficazes em todo o mundo, merece todo o nosso respeito.

 

A razão que me faz querer escrever sobre ele nada tem a ver com a especificidades técnicas do processo, da validade científica da vacina (que nesta altura penso oferecer poucas dúvidas) nem sequer querer falar sobre o Covid, algo que penso já estarmos todos cansados e a desejar esquecer estes meses que parecem nunca mais terminar.

 

Há um ponto, no meio de toda a campanha, que considero curioso: estamos todos tão habituados a que um processo deste género corra mal, que quando alguém cumpre apenas com o dever que lhe é conferido, merece todas as condecorações e agraciações.

 

Temos, de tal forma, as expectativas baixas (cronicamente), que nos surpreendemos muito quando o oposto acontece. Obviamente que acho que o vice-almirante fez um excelente trabalho e não ponho em causa a sua dedicação e conhecimento, bem como de toda a equipa. Acho que isso é um ponto com que todos concordamos.

 

O que me entristece, no meio de tudo, é perceber que estamos sempre mais preparados para ouvir as desculpas e as justificações do que para celebrar a conquista dos planos inicialmente traçados.

 

E não considero que isto seja apenas mais uma crítica demagógica aos governantes em que critico apenas pela simples vontade de criticar. Digo-o porque são muitas mais as notícias em que somos informados de algo que correu mal, de que houve perda financeira para o Estado (o Estado somos nós, logo…), dos bancos que faliram, das companhias aéreas que precisam da intervenção do Governo (em que o contribuinte é “chamado” para pagar) do que as notícias em percebemos que tudo correu bem e dentro do que se planeou inicialmente. De facto, não é justo que a bitola esteja de tal forma baixa que nos surpreendamos com um sucesso destes. Devemos exigir mais de quem nos governa e de quem decide o nosso dia-a- dia.

 

Mas não podemos deixar de nos sentir orgulhosos por termos alguém que pegou numa campanha com um sentido de dever de tal forma elevado e que cumpriu, sem olhar para trás e sem se deixar abater pelas críticas, o seu objectivo para benefício de todos os portugueses.

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