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Festa de Nossa Senhora das Candeias junta comunidades paroquiais

Paróquia - 19 de abril, 2021
“Ousemos a esperança”, exortou o padre Rui Marto durante a homilia da celebração eucarística.

A 18 de Abril, a Igreja Paroquial de Fátima, acolheu as comissões de festas e capelas e os coordenadores dos movimentos e serviços paroquiais para a celebração da Festa de Nossa Senhora das Candeias, adiada do Domingo da Apresentação do Senhor, em Fevereiro, devido à situação de pandemia.

 

À semelhança dos anos anteriores, a participação na celebração eucarística foi grande, embora, seguindo-se as indicações das autoridades civis e religiosas, com menos participantes. A missa incluiu a bênção e a distribuição das velas, um momento de consagração a Maria e a entrega das chaves às comissões das capelas das comunidades da paróquia. A parte de convívio que costumava decorrer após a celebração religiosa não pôde realizar-se.

 

Durante a eucaristia, o pároco de Fátima manifestou por diversas vezes a sua gratidão pela presença de todos. “É com o coração que estou em sintonia convosco, com os vossos lavores, cuidados, alegrias e esperanças, junto de vós e das vossas famílias”, disse o padre Rui Marto, que presidiu à missa, também concelebrada pelo padre carmelita Ricardo Rainho, também ele natural de Fátima.

 

Com base nas leituras daquele domingo, o pároco lembrou na homilia que tal como os Discípulos de Emaús “precisam de sair, de viajar, de se encontrar” e de “partilhar a Boa Nova”, também na actualidade “precisamos de fazer comunidade, mesmo nas circunstâncias em que nos encontramos”. “Sejamos comunidade. Mesmo em pandemia, ousemos a esperança”, exortou o sacerdote, que pediu também “o testemunho cristão junto dos que convivem connosco”.

 

Na sua reflexão, o padre Rui Marto considerou que durante o confinamento, “mesmo com igrejas e capelas fechadas, foi importante sentir Cristo, [porque] a promessa que Cristo nos dá é a sua paz”.

 

O momento do ofertório esteve a cargo da Comissão dos Jovens dos 40 anos (1981), os zeladores da Festa do Santíssimo Sacramento na Paróquia e que aceitaram o desafio do acolhimento aos participantes nas missas dominicais na Igreja Paroquial. Cássia Silva, a juíza, explicou o significado dos dons levados ao altar: uma árvore seca, água, trigo e uma flor (maná) e quatro palavras que reportam os actuais “tempos difíceis e de reflexão, a braços com uma pandemia mundial: Dor, Saudade, Ansiedade e Esperança”.

 

“Dor, pelos que partiram e pelos tempos difíceis que atravessamos. Saudade, de tempos passados em convívio e em família nas coisas mais simples da vida. Ansiedade, pela incerteza dos novos tempos e desafios que se avizinham, mas também Esperança, esperança e Fé em Nosso Senhor Jesus Cristo, em Nossa Senhora de Fátima, em Deus Pai e todos os Santos”, explicou Cássia Silva.

 

Após a bênção das velas e da distribuição da luz de Cristo Ressuscitado pelas diferentes comissões e movimentos, a consagração a Nossa Senhora fez-se ao som da música. "Miraculosa, Rainha dos Céus, sobre o teu manto vestido de luz, faz com que a guerra se acabe na terra, e haja entre os homens a paz de Jesus", cantaram os participantes na celebração. Na voz principal e à viola esteve o padre Rui Marto, ao violino Mariana Marto.

 

Antes da bênção final foram entregues as chaves de cada uma das oito comunidades da Paróquia de Fátima às respectivas comissões. Após a eucaristia, as comissões e coordenações levaram consigo as velas, que tratarão de distribuir junto da população e grupos que servem.

 

Fotografias: Dulce Frazão, José Carlos Prazeres e NF

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