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Mães alertam para a falta de creches

Sociedade - 6 de maio, 2022

O problema da falta de creches, trazido a público por um grupo de mães, voltou a ser motivo de discussão nas últimas semanas, nos diferentes órgãos autárquicos. “Muitas de nós inscrevemos os nossos bebés em Maio do ano passado e fomos informadas que nem para Setembro temos vagas”, afirmou Sofia Silva, na última sessão da Assembleia Municipal de Ourém, realizada a 25 de Abril. “Isto é um problema grave, porque muitas de nós tivemos de pedir licença alargada” acrescentou, referindo ainda: “Não sabemos o que fazer. Nós pensávamos que éramos poucas, estamos a chegar à conclusão que, pelo menos, já somos 35 nesta situação”.

 

Em resposta, o presidente da Câmara Municipal de Ourém, Luís Albuquerque, referiu que não compete ao Município construir creches, mas sim às IPSS ou entidades privadas, até porque estaria a fazer concorrência. Lembrou ainda que já havia alertado para a necessidade de mais creches. E acrescentou que estiveram candidaturas abertas para construção de creches até há cerca de 15 dias. Segundo o autarca, só três IPSS do concelho se candidataram e não foi apresentada nenhuma candidatura para Fátima. 

 

Na reunião de Câmara de 02 de Maio, Cília Seixo, vereadora do PS, apresentou uma declaração onde contesta as afirmações do presidente da Câmara. De acordo com a vereadora, ao Município “cabe sim, a responsabilidade de dar resposta aos problemas sociais e, eventualmente, construir creches”. E defendeu ainda: “Ao Município, à luz do que outros municípios aqui à volta fizeram, dada a falta de creches e de candidaturas para as construir, podia e devia ter apresentado, ele mesmo, candidatura para uma creche em Fátima”. Para Cília Seixo, “isto não significaria de modo nenhum fazer concorrência às IPSS ou outros privados; construída a infra-estrutura, o Município pode estregar a sua gestão a privados / IPSS, evitando qualquer tipo de concorrência”.

 

Cília Seixo propôs ainda a elaboração de um Diagnóstico Social do Concelho, lembrando que “o existente é de 2011”. Segundo a vereadora, “sem este instrumento não há uma noção clara das necessidades de intervenção ou de equipamentos na área social”. Sugeriu ainda ao Município a apresentação de uma candidatura para construção de uma creche em Fátima no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência.

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