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Miguel Ferreira

8 de May, 2020

Tempos de Mudança

Caros leitores, estando nós em tempos de mudança, embora o slogan apele que “vai ficar tudo bem”, o facto é que acrescentaria, “vai ficar tudo bem... diferente!”.

 

Depois de um período largo de incertezas e medos, marcando muito pela estagnação económica, avizinha‑se adaptação controvérsia à realidade.

 

Como em qualquer situação, uma vez mais, “a viagem do herói” de J. Campbell, poderá ser aplicada ao momento.

 

Então, vale a pena fazer este exercício de reflexão e reconhecer agora a viagem do seu herói. Enquanto a descrição de passos de Campbell, a viagem do herói começa com a audição e a aceitação de um “apelo”, as nossas experiências da vida real muitas vezes chamam‑nos para a viagem do herói, apresentando‑nos primeiro o desafio. Bons exemplos disto foram os muitos heróis que surgiram com as catástrofes, que foram lançados na sua jornada por um confronto directo com o “demónio”. Estes tiveram que enfrentar o seu limiar e reconhecer o seu apelo dentro da situação em que estavam a enfrentar.

 

Também é frequente que, nas nossas próprias vidas, se apresente o “apelo”, nomeadamente nas situações de crise, e lidar com qualquer tipo de crise é um tipo de viagem de heróis por si só.

 

Questões para explorar e preparar‑se para qualquer situação de crise (jornada do seu próprio herói), que, neste momento, certamente ajudará muitas pessoas:

 

1. Qual é o “desafio” que enfrenta actualmente? Qual é a situação em que se sente mais uma “vítima” do que um  “herói?” Reflicta: “Se o X não existisse, a minha vida seria óptima”. “X” é o “dragão “que o 2herói “precisa transformar. (Situação em que se está a confrontar com algum tipo de auto‑negação ou mensagens de “patrocínio negativo”, seja de si em resposta a um desafio externo, ou de um outro significativo.)

 

2. Qual é a sua “fronteira/limite”? Qual é o território desconhecido, fora da sua zona de conforto, que ou a crise o está a forçar ou que deve entrar para lidar com a crise? Exemplo actual: de que forma, toda esta retracção de mercado o está a confrontar e a impedir de seguir os seus planos.

 

3. Perante o “demónio” que está a enfrentar e a fronteira/limite que deverá atravessar, qual é o seu “apelo” à acção” ‑ o que está a ser chamado para fazer ou tornar‑se?  Às vezes é útil responder a esta pergunta sob a forma de um símbolo ou metáfora, por exemplo, “estou a ser chamado a tornar‑me numa águia / num guerreiro / num mágico, etc”.

 

4. Quais são os recursos que possui e quais os que precisa desenvolver de forma mais completa para enfrentar o desafio, atravessar a sua fronteira e cumprir o seu apelo? Faça uma lista dos recursos que já tem e dos que necessita ter ou desenvolver para atingir a sua estabilização ou aproveitar a circunstância.

 

5. Quem são (ou serão) os seus “guardiões” para esses recursos?  Faça uma reflexão e identifique os seus “guardiões”. Imagine onde estão localizados dentro de si, no seu panorama mental. Um a um, coloque‑se no lugar deles e através dos seus olhos a olhar para si. Que mensagem ou conselho tem cada guardião para si? Retorne à sua própria perspectiva e imagine‑se a receber as mensagens. Por fim, faça as devidas anotações e ponha em prática a aprendizagem deste exercício. Confie no seu subconsciente. Ai encontra sempre uma imensidão de respostas que seguramente lhe dará uma direcção.

 

Bem hajam.

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