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António Castanheira

3 de dezembro, 2021

Rota Carmelita: Rabaçal - Ansião

A Rota da Carmelita segue entre um Albergue, onde pontuam alguns peregrinos de Santiago, e a Igreja Paroquial de evocação de Santa Maria Madalena. Não deixamos o Rabaçal sem relembrar que esta localidade foi em tempos o palco natural em que passava a via romana que ligava Olisipo (Lisboa) a Bracara Augusta (Braga). Aqui podemos visitar a Vila Romana do Rabaçal integrada no território de Conimbriga. Esta vila do século IV preserva um balneário e uma área residencial com configurações de mosaico únicas em Portugal. Deve solicitar a visita no Espaço-Museu Vila Romana do Rabaçal.

 

Pouco antes da época da nacionalidade, parecem por aqui ter existido conflitos acesos entre conquistas e reconquistas. Talvez por isso este ponto tenha sido considerado estratégico por D. Afonso Henriques que manda edificar o Castelo do Germanelo, um ponto avançado que garantia a segurança desta zona.  Actualmente podemos visitar o que resta das suas muralhas.

 

Embrenhamo-nos no vale do Rabaçal. O caminho largo e direito atravessa campos férteis onde predominam as árvores de fruto e outros ramos pelo quais sobem as parreiras para logo caírem em formas de ramos leves.

 

Chegamos ao asfalto e iniciamos a subida que nos leva ao cimo do monte onde se situa Alvorge. O silêncio impera em Alvorge, o casario revela alguns pontos interessantes de um lugar que parece ter nascido de uma Torre Muçulmana ali edificada para provável defesa do território. A Igreja matriz, a Capela da Misericórdia e o Centro Etnográfico são bons motivos para uma paragem. Destacamos ainda a presença de um albergue para peregrinos que vão passando a conta gotas pelas ruelas da freguesia.

 

Pouco depois de Alvorge e de volta ao ambiente natural chegamos à sinalética da Rota que nos informa das alternativas, escolher entre um caminho mais directo para Ansião ou outro que nos levará a Santiago da Guarda. Caminhamos pelo segundo durante 4 km, sem arrependimentos.

 

Antes de Santiago da Guarda encontramos a pequena aldeia da Granja. Um conjunto de casas abandonadas e outras bem recuperadas. Podemos observar as ruínas do Paço da Granja (antiga residência dos Jesuítas) e a casa Museu Fósseis do Sicó que dá a conhecer a região através de um valioso espólio paleontológico que está patente numa casa datada dos fins do século XVII, recentemente recuperada.

 

Cerca de 2 km depois estamos junto do Complexo Monumental de Santiago da Guarda. Monumento nacional desde 1978, grava nas suas pedras a sua identidade contendo num único espaço uma residência senhorial do Seculo XI, uma torre medieval do século XV e uma Vila Romana do século IV-V. Da vila romana destaca-se a maior extensão de belíssimos mosaicos romanos da Península Ibérica. A Residência Senhorial dos Condes de Castelo Melhor permite-nos a internalização de momentos de tranquilidade e serenidade. Da Torre Medieval avistamos as paisagens de carvalhos que nos indicarão o caminho até Ansião e à próxima edição.

 

Até lá bom caminho e Bom Natal.

 

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